Giro do Mercado: Desempenho da Caixa Seguridade e o avanço das fusões globais
O noticiário corporativo de hoje divide as atenções dos investidores entre as oscilações de grandes ativos na bolsa brasileira e movimentações estratégicas aceleradas no mercado internacional. De um lado, o pregão reflete o momento das ações da Caixa Seguridade. Do outro, uma série de negociações e compras de empresas agita os setores de tecnologia, defesa e seguros no exterior, mostrando um apetite crescente por aquisições.
O cenário para a Caixa Seguridade (CXSE3)
Hoje, os papéis da Caixa Seguridade (CXSE3) operam no vermelho. A ação apresenta uma queda de 1,89%, sendo cotada a R$ 17,69. Durante o dia, o ativo caminhou em uma margem estreita, registrando uma mínima de R$ 17,68 e alcançando uma máxima de R$ 18,19. O volume financeiro negociado é expressivo e já bate a marca de R$ 78.723.067,00.
Essa movimentação faz parte do dia a dia de uma das principais subsidiárias da Caixa Econômica Federal. Criada em 2015, a companhia nasceu com um propósito muito bem definido. A ideia era consolidar todas as atividades de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e consórcios do banco sob um único guarda-chuva. A empresa atua fortemente nos ramos Habitacional, Prestamista, Vida e Residência. Na prática, essa estrutura permite ganhar escala nessas operações e enxugar despesas, além de facilitar futuras expansões do negócio, sejam elas orgânicas ou não, dentro e fora do Brasil.
A grande força da seguradora está ligada ao seu contrato de exclusividade. Até o ano de 2050, a Caixa Seguridade tem passe livre para acessar a base de clientes do banco e explorar sua marca comercialmente. Esse acordo, que ainda permite renovações sucessivas por períodos de 35 anos, garante uso total de uma infraestrutura gigante. Isso inclui a rede própria de agências, revendedores lotéricos, caixas eletrônicos, internet banking e os correspondentes bancários espalhados pelo país.
Olhando para os números históricos, a companhia apresenta fundamentos robustos. Em 2020, um ano antes de ir a mercado, a empresa reportou uma receita de R$ 39,1 bilhões, o que gerou um lucro líquido de R$ 1,76 bilhão. Esse desempenho ajudou a pavimentar o caminho para a sua estreia na B3. O IPO aconteceu em abril de 2021 e movimentou R$ 5 bilhões. Na época, as ações foram precificadas em R$ 9,67 cada, cravando um valor que ficou exatamente dentro da faixa estimativa dos coordenadores, que ia de R$ 9,33 a R$ 12,67.
Movimentações internacionais e novos acordos
Enquanto o mercado doméstico acompanha os pregões, o ambiente internacional de negócios acelera o passo com a consolidação de novas parcerias. Um dos destaques é a compra total da Vivace International Corp por uma afiliada da Cerberus Capital Management LP. A Vivace é focada em engenharia aeroespacial e de defesa. O fundo Cerberus já tinha bastante familiaridade com a operação, pois havia feito um investimento estratégico de crescimento na empresa ainda em 2024.
O setor de seguros também passa por transformações relevantes lá fora. A BayPine LP fechou um acordo para adquirir a corretora Relation Insurance Services Inc., que até então pertencia à Aquiline Capital Partners LP. As negociações envolveram um time pesado de especialistas. A Kirkland & Ellis LLP assumiu a consultoria jurídica da BayPine. Do lado dos vendedores, as firmas Piper Sandler & Co. e Perella Weinberg atuaram como conselheiras financeiras da Aquiline e da Relation, com suporte legal da Willkie Farr & Gallagher LLP. A equipe de gestão da Relation ainda contou com a assessoria da Jamieson Corporate Finance.
As empresas de tecnologia e inovação não ficaram de fora desse movimento de mercado. A Teemyco AB, uma companhia europeia que atua no segmento de espaços de colaboração virtual, acaba de ser comprada pela Spatial Chat LLC. A Teemyco vinha crescendo com o apoio de investidores conhecidos, como a 42CAP Manager GmbH, a Antler Innovation Pte. Ltd. e a Luminar Ventures AB.
Um outro negócio estratégico ocorreu no setor de inteligência voltada para sustentabilidade. A plataforma inoqo GmbH decidiu fundir suas operações com a Mondra Global Ltd. A empresa, que tinha o suporte financeiro de fundos como aws Fondsmanagement GmbH, Wirtschaftsagentur Wien (Um fundo da cidade de Viena) e aws Gründerfonds Beteiligungs GmbH & Co KG, passará a operar inteiramente sob a marca Mondra logo após a concretização da fusão.